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Compreendendo o cordoma

O cordoma é um tipo raro de câncer que se desenvolve na base do crânio e na coluna vertebral. É diagnosticado em apenas 1 em cada 1 milhão de pessoas por ano.

O que é cordoma?

O cordoma faz parte de um grupo de tumores de ossos e tecidos moles chamados sarcomas. Eles se formam a partir das células remanescentes da notocorda, uma estrutura presente no desenvolvimento embrionário inicial que orienta o desenvolvimento posterior da coluna vertebral. Os cordomas podem se originar como tumores benignos de células de notocorda (BNCT), que são detectados em exames de ressonância magnética em cerca de 2% das pessoas e em até 20% dos corpos examinados após a morte. Ainda não sabemos por que os tumores se formam em algumas células da notocorda e não em outras, nem por que alguns BNCTs se transformam em cordoma.

Os cordomas representam cerca de 3% de todos os tumores ósseos e cerca de 20% dos tumores espinhais primários. São os tumores mais comuns do sacro e da coluna cervical. Um cordoma geralmente cresce lentamente, muitas vezes sem sintomas no início, e pode causar sintomas por anos antes que os médicos o detectem e diagnostiquem.

Os cordomas são tumores complexos de tratar devido ao envolvimento de estruturas críticas, como o tronco cerebral, a medula espinhal e nervos e artérias importantes. Eles também podem reaparecer, ou recidivar, após o tratamento — geralmente no mesmo local do tumor inicial. Isso é chamado de recorrência local. Em cerca de 30% a 40% dos pacientes, o tumor acaba se espalhando, ou metastatizando, para outras partes do corpo.

Existem fatores de risco para o cordoma? É hereditário?

Não há fatores de risco conhecidos relacionados ao ambiente, à alimentação ou ao estilo de vida para o cordoma. A grande maioria dos cordomas é esporádica, o que significa que eles ocorrem aleatoriamente e não como resultado direto de uma característica genética hereditária. 

No entanto, vários fatores genéticos estão associados ao cordoma. Por exemplo, mais de 95% das pessoas com cordoma apresentam uma variação de uma única letra, chamada SNP (“snip”), na sequência de DNA de um gene chamado braquiúria (também conhecido como TBXT). Esse SNP aumenta o risco de desenvolver cordoma, mas, por si só, não causa a doença. Na verdade, grande parte da população em geral possui esse SNP, mas é muito improvável que os indivíduos portadores desse SNP desenvolvam cordoma – as chances são inferiores a duas em um milhão. Para saber mais sobre o SNP e o que ele significa para pacientes com cordoma e seus familiares, clique aqui.

Cordoma familiar
Existem alguns casos conhecidos em que vários membros da mesma família são afetados pelo cordoma. Isso indica que, nessas ocorrências muito raras, a predisposição genética para o cordoma é hereditária. Sabe-se que algumas das famílias com cordoma familiar possuem uma cópia extra do gene da braquiúria, mas, atualmente, não há nenhum teste disponível para detectar a presença de cópias extras desse gene. 

Complexo de Esclerose Tuberosa
Foi relatada uma incidência mais elevada de cordomas em crianças com a doença genética chamada Complexo de Esclerose Tuberosa (TSC). Alterações em qualquer um dos dois genes envolvidos no Complexo de Esclerose Tuberosa (TSC1 e TSC2) podem causar uma predisposição ao desenvolvimento de cordoma.

Estamos aqui para ajudar

A Chordoma Foundation é um recurso para qualquer pessoa afetada pelo cordoma. Estamos aqui para ajudá-lo a entender a doença, saber mais sobre como ela é tratada, encontrar médicos qualificados e entrar em contato com outras pessoas da comunidade de cordoma.

Serviço de Acompanhamento do Paciente

Nosso serviço gratuito e confidencial coloca você em contato com um orientador de pacientes, que estará à sua disposição em todas as etapas da sua jornada com o cordoma, para ajudá-lo a receber o melhor tratamento possível.

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Chordoma Connections

Nossa comunidade online privada, a Chordoma Connections, é um espaço para que pacientes com cordoma e seus familiares possam tirar dúvidas, compartilhar novidades, se informar sobre os avanços na pesquisa e se conectar com outras pessoas ao redor do mundo.

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Diretrizes de tratamento

Receber o tratamento adequado para o cordoma é fundamental para um bom resultado. O Chordoma Global Consensus Group elaborou diretrizes sobre como o cordoma deve ser tratado.

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Respostas de especialistas

Saiba mais sobre o cordoma nestes vídeos da nossa série “Respostas de Especialistas”.

Referências e leituras complementares

  1. Nosso glossário de termos comumente usados pode ajudá-lo a compreender os termos médicos e científicos que você poderá ouvir ao discutir seu diagnóstico com sua equipe de atendimento.
  2. Stacchiotti S, Sommer J, Chordoma Global Consensus Group. Construindo uma abordagem de consenso global para o cordoma: um documento de posição da comunidade médica e de pacientes. Lancet Oncology. Fevereiro de 2015; 16(2):e71-83. doi: 10.1016/S1470-2045(14)71190-8
  3. Stacchiotti S, Gronchi A, Fossati P, et al. Melhores práticas para a gestão do cordoma recorrente local-regional: um documento de posição do Grupo de Consenso Global sobre Cordoma. Ann Oncol. 1º de junho de 2017; 28(6):1230-1242. doi: 10.1093/annonc/mdx054.
  4. Walcott BP, Nahed BV, Mohyeldin A, Coumans JV, Kahle KT, Ferreira MJ. Cordoma: conceitos atuais, gestão de cordoma e perspectivas futuras. Lancet Oncology. Fevereiro de 2012 ; 13(2):e69-76. doi: 10.1016/S1470-2045(11)70337-0.
  5. Diaz RJ, Cusimano MD. A base biológica para o tratamento moderno do cordoma. J Neurooncol. Setembro de 2011;104(2):411-22. doi: 10.1007/s11060-011-0559-8. Publicação eletrônica em 8 de março de 2011.
  6. Sciubba DM, Cheng JJ, Petteys RJ, Weber KL, Frassica DA, Gokaslan ZL. Cordoma do sacro e dos corpos vertebrais. J Am Acad Orthop Surg. Nov. de 2009;17(11):708-17.
  7. Koutourousiou M, Snyderman CH, Fernandez-Miranda J, Gardner PA. Cordomas de base do crânio. Otolaryngol Clin North Am. Outubro de 2011;44(5):1155-71. doi: 10.1016/j.otc.2011.06.002. Publicação eletrônica em 21 de julho de 2011.